Será ético assessorar politicamente um ditador?

Vejam este link publicado no The Guardian sobre a “contribuição” ocidental ao regime de Kaddafi.

http://www.guardian.co.uk/world/2011/mar/04/monitor-group-us-libya-gaddafi

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Rachel Nigro
Rachel Nigro
Doutora em Filosofia e Mestre em Direito pela Puc-Rio; professora dos departamentos de Direito e Filosofia, do Centro de Empreendedorismo e do Centro de pós-graduação em Filosofia Contemporânea.
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Comments
  • Pedro Ivo Rogedo Costa Dias

    Oi Rachel!
    Fico feliz que a notícia que repassei tenha gerado bons frutos. : )
    Dei “sorte” de estar meio que no epicentro dessa discussão nesse momento. Conversei com o meu orientador daqui e, conforme ele me disse, o mesmo grupo estatal de investimentos líbio havia tentado estabelecer (há dois ou três anos) uma espécie de cátedra aqui na Escola de Administração. Eles, ao contrário da LSE, recusaram a verba pelas mesmas questões que hoje são levantadas, mesmo sob bastante pressão da administração central da universidade.
    Já tinha conhecimento desse projeto da Monitor na Líbia. Em 2008, quando eles foram fazer uma apresentação de recrutamento, esse foi um dos projetos “queridinhos” dados como exemplos de como eles eram bons.
    Para a maior parte dessas firmas, entretanto, impera uma espécie de visão interessante, que pode ser comparada com o clássico “non olet”. Não importa muito de onde vem o dinheiro e, caso seja uma fonte questionável, geralmente é criada toda uma justificação posterior para explicitar que o papel do grupo é de melhorar as coisas, etc., passando de uma situação em que se tem uma conduta bastante questionável para outra em que essas próprias pessoas se percebem quase como exercendo uma função nobre, digna de Prêmio Nobel da Paz.
    Na minha opinião, é esse discurso que se manifesta como perigoso.
    Não consigo parar de me lembrar do caso Eichmann, por sinal, quando penso na estrutura de justificativa utilizada muitas vezes.
    Beijos e parabéns pelo trabalho do ERA!
    Pedro

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