Novos comportamentos para novas demandas corporativas

Na reportagem “Quem tem maiores chances de ingressar nas melhores empresas para trabalhar?”(acessado em 21 de julho de 2010: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2011/07/21/quem-tem-maiores-chances-de-ingressar-nas-melhores-empresas-para-trabalhar/) são apresentadas algumas dicas para se conseguir alcançar uma oportunidade nas cobiçadas empresas de T.I. e Telecom. As vagas são concorridas em virtude do bom ambiente de trabalho, benefícios atraentes, investemento em educação do funcionário e diversas oportunidades internas de crescimento. Dentre as principais dicas estão: competências comportametais, comprometimento e flexibilidade.

No entanto, o que pode ser percebido é que cada uma das empresas consultadas para a reportagem levanta um aspecto peculiar importante que é esperado do funcionário. Logicamente, muitos deles estão interligados. Mas, nota-se que atualmente não é só a experiência e a expertise que garantem uma vaga de trabalho: as empresas esperam que os funcionários se integrem a cultura organizacional e aos valores específicos da corporação, que entendam de maneira mais ampla os objetivos da empresa e que sejam parte ativa na construção das metas.

Como vimos no post de Isabel Barbosa, Novas Soluções para Novas Demandas Corporativas (http://era.org.br/2011/07/novas-solucoes-para-novas-demandas-corporativas/), o momento atual é de reconfiguração das relações de emprego e modos de produção. Com o novo papel desempenhado no Brasil no cenário mundial, as organizações estão passando por um processo de remodelação no contexto externo e, consequentemente, o contexto interno é modificado também.

As relações entre empregado e empregador estão se pautando cada vez mais na confiança, lealdade e reciprocidade: a partir de um crescente investimento da empresa nos funcionários, os mesmos passam a se engajar mais com seus trabalhos e funções.

É importante que as empresas cada vez mais invistam na formação de seus funcionários, que ampliem o acesso às políticas internas e missões, viabilizando da melhor maneira possível o entendiemtno dos valores organizacionais, para que os mesmos se integrem cada vez mais às ações cotidianas dos funcionários.
Contudo, percebe-se que a mão-de-obra ofertada no mercado também precisa se remodelar frente às novas condições oferecidas pelas empresas. A formação técnica e o conhecimento específico ainda têm seu lugar, mas é preciso que os funcionários desenvolvam novas habilidades para conseguirem se integrar ao novo cenário corporativo.

O interesse pelo desenvolvimento de habilidades comportamentais, que permitam uma maior integração no contexto organizacional e uma preocupação com os valores organzacionias, de forma a serem entendidos como parte do cotidiano e não somente como ideais inalcansáveis contidos somente em códigos e normas de conduta, parecem ser características oportunas para as pessoas que buscam integrar este novo cenário corporativo.

  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email
  • Google Buzz
  • LinkedIn
  • Orkut
Flora Tucci
Flora Tucci
Doutoranda em Filosofia pela Puc-Rio e psicanalista.
Related Posts

Leave a Comment