Palavra de Gestor: Ética e Comunicação

Bruno Chaves é diretor de criação e planejamento da Comunicação InVitro, com 15 anos de atuação no mercado brasileiro de comunicação corporativa. Sob sua responsabilidade estão as contas de importantes empresas nacionais e multinacionais.

ERA: Na sua opinião, como a comunicação pode contribuir para estimular condutas mais éticas nas organizações?

Bruno: Nestes quinze anos de Comunicação Interna, especialidade da InVitro, o papel da comunicação nas organizações para as quais fornecemos serviços foi o de desmitificar e humanizar as lideranças, conferir transparência à tomada de decisão e dar voz a todos os colaboradores das empresas, sem distinção. A comunicação, nestes três casos, estimula a conduta ética quando torna colaborativa a observação e o monitoramento das atitudes individuais, independentemente do nível hierárquico no qual elas se sucedem.

ERA: Quais ferramentas de comunicação uma empresa pode utilizar para disseminar seus valores organizacionais para o público interno e externo?

Bruno: Valores se disseminam com exemplos. Não há comunicação possível se não temos exemplos dos valores colocados em prática. O que a InVitro vem insistindo todos estes anos, pelas empresas por onde passa, é em tirar os valores das paredes (onde estão afixados juntamente com a Missão e a Visão da corporação) e trazê-los para a realidade dos colaboradores e demais stakeholders. Uma das formas mais bem sucedidas de fazê-lo é criar narrativas a partir de vivências e de personagens reais do dia a dia da empresa. E para contar histórias, os veículos periódicos como revistas, murais, murais eletrônicos e publicações para tablets, são os que melhor permitem a abordagem profunda e sistemática dos comportamentos-modelo.

ERA: Quais são os desafios de implementar e reformular instrumentos de comunicação dentro de uma empresa?

Bruno: A cultura da empresa pode inviabilizar a Comunicação Interna como a entendemos. Se é uma empresa que não enxerga o papel estratégico da Comunicação Interna, não há apoio das lideranças, não há orçamento, não há credibilidade junto aos colaboradores. Um ambiente como este é hostil à colaboração, à inovação, à crítica e ao debate, elementos fundamentais para o amplo exercício da comunicação como ferramenta de transformação.

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