A questão nuclear no Irã

O Irã, localizado em uma área de muita instabilidade, sempre foi um centro sob os olhares e a atenção da política internacional. Grande produtor de petróleo, influencia diretamente a economia de diversos países importadores e indiretamente a de tantos outros, já que esta matéria-prima é tão importante para a dinâmica das economias estatais nos dias de hoje.

Depois de ter mantido por um tempo em segredo a construção de suas usinas, o Irã anunciou em fevereiro de 2010 o início do processo de enriquecimento de urânio dentro de suas fronteiras. O que desde então vem causando insegurança para diversos países que são contra a atividade em território persa. A maior preocupação é com os possíveis objetivos bélicos, o que é constantemente negado pelo governo que afirma que suas intenções são pacíficas.

Apesar disso, Israel e as potências ocidentais seguem impacientes e diversas ameaças começam a se transformar em ações daqueles que afirmam não ter dúvidas sobre o desenvolvimento de armamento na região. As pressões para que o Irã abandone seu programa nuclear são muitas e as sanções da comunidade internacional já começam a ser aplicadas. A União Europeia já anunciou a interdição ao petróleo iraniano, além de ter tomado outras medidas como congelar os bens do Banco Central do Irã, restringir investimentos no país e proibir a exportação de equipamentos para a exploração de gás. A grande preocupação é em relação ao risco de um ataque de Israel sobre as usinas iranianas. O primeiro-ministro israelense declarou que a força é a única “garantia de paz e a única defesa” para Israel, enquanto “incidentes sangrentos” se intensificam na região.

O Irã afirma que responderá com suas próprias providências. Sua posição geográfica faz parte da resistência às pressões: o governo ameaça fechar o estreito de Ormuz, que é passagem de aproximadamente um terço do tráfego marítimo petroleiro mundial. O líder Ali Khamenei declarou que as sanções não terão impacto no país, que “ameaças e ataques ao Irã só prejudicarão a América” e que Israel é um “tumor canceroso que deve ser extirpado”.

 O governo parece ser firme em relação ao andamento da sua produção, enquanto a frente comandada principalmente por Israel e Estados Unidos não demonstra sinais de que descansará enquanto o Irã não abandonar seu programa.

A questão nuclear é um problema mundial. A energia proveniente do urânio enriquecido é relativamente limpa e eficiente, mas deve ser tratada com cuidado. Não se sabe ao certo quais são as intenções de Teerã, mas se há indícios de produção de armamento nuclear, há preocupação, não importa o lugar em que esteja sendo produzido. Uma guerra entre potências nucleares cria uma aflição global, e não diz respeito apenas aos seus participantes.

Hoje em dia, devido à globalização, a política dos Estados deve se voltar à comunidade internacional e à importância da diplomacia. Conhecer a história é não repetir os erros do passado. É essencial que o individualismo das soberanias seja colocado de lado quando o que está em jogo é uma questão em tão grande escala. A negociação deve ser vista como a melhor solução, a guerra, como o último recurso.

Referências:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/02/lider-do-ira-faz-advertencia-contra-ataque-militar-e-embargo-1.html

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2012/02/05/benjamin-netanyahu-visitara-eua-no-inicio-de-marco-oficial.htm

http://www.washingtonpost.com/world/middle-east/iran-threatens-to-strike-any-country-that-originates-attack-against-it-in-warning-to-neighbors/2012/02/05/gIQAnLoYrQ_story.html

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/khamenei-diz-que-o-ira-respondera-a-todas-as-ameacas

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/chefe-do-pentagono-acredita-em-ataque-israelense-ao-ira

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/ue-fecha-acordo-preliminar-para-embargar-petroleo-iraniano

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