Palavra de Gestor: Ética e Cultura Organizacional

Elisabeth Capistrano e Mariana Weiss são psicanalistas e coordenadoras do Grupo Singularizando (http://www.singularizando.net.br/), que desenvolve um trabalho psicanalítico com enfoque social.

ERA: Qual o papel das lideranças na construção da cultura organizacional?

ELISABETH E MARIANA: Definir os espaços organizacionais e de que maneira poderão ser ocupados.

ERA: De que maneira a cultura  interfere no cotidiano organizacional?

ELISABETH E MARIANA: Ventilando, fazendo respirar ou engessando e sufocando.

ERA: Quais os são os desafios para construir uma cultura organizacional ética?

ELISABETH E MARIANA: Permitir que a palavra circule. Verticalmente e horizontalmente.

Por exemplo, a nossa experiência de trabalho institucional em um abrigo de meninas, que se iniciou em 1999, atendendo a demanda de atendimento a crianças em situação de risco e violência. Encontramos uma cultura institucional arcaica e autoritária. Começamos imediatamente a ouvir e acompanhar as práticas institucionais enquanto atendíamos clinicamente as urgências. Nosso trabalho voluntário com visitas semanais evoluiu para a construção de um Serviço de Psicologia, de fato, mas com limites, dada a ambivalência institucional.

Tornamo-nos referência no cuidado com as meninas ampliado com a chegada de estagiários no ano seguinte. Oferecíamos atendimento individual para situações críticas, grupos de crianças e adolescentes, capacitação para as educadoras, reunião de equipe de psicólogos e reunião interdisciplinar. A convocação da sociedade para a adequação dos abrigos ao Estatuto da Criança nos parece que foi o fator externo que respaldou nossa entrada na instituição carente de transformações do cotidiano, incentivando a circulação da palavra em todos os segmentos e organizando espaços de reflexão conjunta.

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