Inclusão Social via Autoestima de Cadeirantes

A inclusão social de deficientes físicos ainda deixa bastante por desejar. Isso é comprovado ao se verificar as condições das calçadas nas cidades brasileiras e até mesmo no exterior, sem falar dos acessos a lojas,  edifícios e transporte público. Além disso, a mentalidade das pessoas em geral é despreparada para lidar com o tema.

O que não é tão evidente para quem não convive com deficientes físicos são outros tipos de dificuldades cotidianas. Por exemplo, no ato de se vestir. Botões e zíperes podem ser barreiras inimagináveis para algumas pessoas.

Outro lado da questão é a autoestima, sabida como elemento fundamental para a inclusão social de qualquer pessoa, deficiente ou não. Para aqueles que a vestimenta é parte importante do sentir-se bem, o não poder vestir-se como se deseja pode criar uma sensação de exclusão ainda maior.

A arquiteta inglesa Ann Oliver, diagnosticada com esclerose múltipla em 1990, resolveu criar uma coleção de roupas especialmente pensadas para mulheres cadeirantes (www.xenicollection.com). Ela usa, por exemplo, ímãs e elásticos no lugar de botões e zíperes para dar um fácil fechamento para as roupas.  As calças são mais longas na parte das costas para não as deixar descobertas na posição sentada. Os casacos têm a parte de trás mais curta para que possam ser colocados e retirados com facilidade, sem que a pessoa tenha que se levantar para isso, e assim por diante, com soluções que visam facilitar a vida do cadeirante.

Se Ann Oliver não resolve ainda a questão da acessibilidade a estas roupas – custam cerca de R$480 a R$1300, segundo a UOL -, ela com certeza ajuda na autoestima das mulheres que podem arcar com estes valores, auxiliando, da sua forma, na inclusão social de mulheres cadeirantes.

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