A Ética da Riqueza

Em recente busca por novidades no site do Stanford Center for Ethics in Society eis que me deparo com a seguinte chamada:

Os seres humanos têm procurado acumular riqueza, mas ao mesmo tempo a condenam como uma fonte de corrupção humana. Ciência social, teologia e filosofia têm sido o lar de intensos debates sobre as implicações da riqueza para a felicidade, a virtude, a justiça e a democracia. Artistas e escritores, também, exploram criticamente a relação entre dinheiro e humanidade[1].

O texto acima se refere a nova iniciativa do Centro Família McCoy de Ética na Sociedade, que pretende explorar as questões éticas relacionada à riqueza em uma série de palestras, seminários, leituras, filmes e apresentações. Serão exploradas indagações como “qual é a relação entre o sucesso financeiro e uma vida humana próspera? A riqueza faz as pessoas felizes? O direito a herança é legítimo? É justa a grande desigualdade de riqueza? Serão as grandes desigualdades de riqueza prejudiciais à democracia? Quais são as obrigações morais dos ricos para com aqueles em necessidade?”

Na série de palestras divulgada no site da instituição citada, programadas para acontecer em Outrubro próximo, instigantes trabalhos serão apresentados como: “Wealth in the Gilded Age: How Much is Enough?” de Gavin Jones (English, Stanford) & Richard White (History, Stanford); “Spiritual Capitalism: The Prosperity Gospel of Oprah Winfrey” de Kathryn Lofton (Religious Studies, Yale); “Money and Meaning” de Rev. Canon Rosa Lee Harden (Cathedral of All Souls, Asheville, North Carolina / Co-Founder & Producer, Social Capital Markets); “Economic Equity: Challenges in a Diverse Society” de Roger Clay (President, Insight Center for Community Economic Development); “Income Inequality: Evidence and Policy Implications” de Emmanuel Saez (Economics, Berkeley); “Poverty In The Context Of Plenty: Life, Death And Hope In A Mumbai Undercity” de Katherine Boo (Author); “Wealth Admired; Wealth Hated: Managing Money and Power in Fifteenth-Century Basel” de Laura Stokes (History, Stanford).

Dada a situação do cenário contemporâneo global, não surpreende que essas questões estejam cada vez mais na pauta de pesquisadores. Aqui no ERA já abordamos algumas dessas questões, por exemplo, no artigo “Estudo polêmico adverte: ricos podem ser mais antiéticos que pobres, que faz comentários sobre divulgação dos resultados de uma pesquisa feita pelas Universidades de Berkley e Toronto.

Não dá para negar que o tema é quente. Por isso, vale a pena acompanhar a divulgação desses trabalhos em “The Ethics of Wealth”.


[1] Tradução livre

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