O que você entende por desenvolvimento sustentável?

Queremos saber o que vocês, nossos leitores, entendem por desenvolvimento sustentável!

O Conselho de Centros Acadêmicos e do Diretório Central da PUC-Rio, no intuito de expandir a política da Vila dos Diretórios para a Universidade como um todo, escolheram o evento Rio+20 como tema para esta ação, por se tratar do fato político mais importante da cidade no ano.

Nesta empreitada, o diretor do NIMA (Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da Puc-Rio), Luiz Felipe Guanaes,  abriu a possibilidade dos alunos fazerem um pronunciamento no encerramento do Forum on Science, Technology & Innovation for Development Sustainable, do ICSU (International Council of Science), em plenária mundial, no dia 15 de junho próximo.

Esse evento, o maior sediado na história da PUC-Rio, está na agenda Oficial da Rio+20 e tem chancela da ONU, onde 500 cientistas de 170 universidades irão debater o desenvolvimento sustentável.

Esta é uma oportunidade única, aonde os alunos da PUC-Rio poderão representar os estudantes universitários de todo o mundo, por meio deste pronunciamento acerca do desenvolvimento sustentável.

De maneira louvável, estes alunos vêm buscando um vasto diálogo com as diversas instâncias da Universidade e áreas afins, como forma de escutar diversas vozes acerca do tema. Nesta empreitada, procuraram o ERA para construirmos uma parceira em torno deste objetivo.

A nossa interlocução vem sendo muito rica e, como forma de ampliação, pensamos em convidar a todos para participarem conosco desta reflexão. Gostaríamos de ouvir de nosso público comentários acerca do que entendem por “desenvolvimento sustentável”.

Deixem abaixo seus comentários! Aguardamos a participação de todos!

Núcleo ERA

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Showing 2 comments
  • Roberta Avillez
    Roberta Avillez

    Para mim, sustentabilidade é pensar em organismo. Deixar o individualismo, o narcisismo, o Eu de lado. Adotar o nós, eu e você, ele e os outros. Eu passo a me importar com o outro. E ao falar outro, amplio o conceito de outro para além pessoa. O outro aqui vai desde o Manual da padaria, até o Chico, cachorro de rua. Todos fazemos parte de um mesmo sistema, de um mesmo organismo e precisamos preserva-lo. Desenvolver de forma sustentável é cuidar desse organismo acreditando que você faz parte dele, e não que ele é externo à você.

  • Maicon Tavares

    Para que existe o ser humano?

    Calma, o objetivo dessa pergunta é mais simples do que sua resposta.

    É fazer perceber que o ser humano pode existir para inúmeras coisas, mas certamente uma delas não é interferir no meio ambiente da forma como o faz hoje.

    Você não nasceu para fazer cavalo de ferramenta, acabar com a sombra da árvore para fazer guarda-sol, rasgar florestas para abrir estradas, encravar prédios no meio da casa de outros animais, fazer o mar de esgoto ou poluir o ar para se deslocar do ponto A ao ponto B.

    Hoje não vivemos em um planeta, mas fazemos uso dele. Não é de simbiose a relação do homem com os animais e com o meio ambiente, posto que só um teoricamente sai em vantagem.

    Digo “teoricamente” pois creio que os anseios que a sociedade se impõe não necessariamente trazem qualidade de vida e felicidade.

    Houve época em que se buscava poder divino, depois poder físico e poder hierárquico, passando à riqueza pessoal. Cada vez mais o homem materializa seus anseios, bem como esses objetivos são divididos entre mais e mais membros da sociedade. E isso, consequentemente, gera uma interferência brusca no meio ambiente, pois é preciso matéria prima para atender a toda essa demanda.

    Agora fala-se em desenvolvimento sustentável, posto que este cenário não pode prejudicar outras espécies e o meio em que vivemos.

    O fato de nascermos com um telencéfalo altamente desenvolvido e polegares opositores – o que nos deu um campo de possibilidades muito além do nascer, florescer e morrer – não justifica a degradação ambiental “em prol” de uma só espécie.

    Não importa o significado de “desenvolvimento”. Não importa os objetivos do homem. Se estes não forem comportados pelo meio ambiente, que mudem.

    Cada vez mais vamos diminuindo nossos anseios e esta desconstrução não pode parar. A espécie humana somente evoluirá quando retroceder e aprender a ter anseios que se encaixem no organismo do qual ela também faz parte.

    Enquanto isso não acontecer, continuaremos a degradar. E isso sem compensar, pois é impossível fazê-lo de maneira a realmente eficaz. O cobertor é curto demais, o planeta não suporta o impacto hoje gerado pelo estilo de vida hoje 7 bilhões de pessoas.

    Porque homem é bicho. E deve conviver em harmonia com seus semelhantes de todas as espécies e preservar sua casa, Gaia.

    Desenvolvimento sustentável é estabelecer anseios (e meios de buscá-los) que gerem consequências suportáveis por nosso meio ambiente, sem interferir de modo prejudicial na vida das demais espécies.

    Nascemos com características específicas e temos capacidades diferenciadas. Podemos muito, mas não podemos tudo.

    “A maior riqueza do homem
    é a sua incompletude.”

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